Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que adotou o
pseudônimo de Cora Coralina, nasceu em 20 de agosto de 1889 em na cidade
de Goiás, Goiânia. Fez apenas os estudos primários, mas em 1910 teve um conto
publicado no Anuário Histórico Geográfico e Descritivo do Estado de Goiás, já
com o seu pseudônimo.
Em 1911, fugiu com o advogado Cantídio Tolentino de
Figueiredo Bretas para Penápolis, vinte e dois anos mais velho que ela, casado
e separado da mulher. Casaram-se mais tarde, após a viuvez de Cantídio. Viveram
em várias cidades do interior paulista até 1934, quando Cantídio faleceu.
Cora Coralina e seus seis filhos mudaram-se para
São Paulo. Colaborou no Jornal O Estado de São Paulo e trabalhou
como vendedora da Livraria José Olympio. Em 1938 voltou para Penápolis e abriu
uma Casa de Retalhos.
Após quarenta e cinco anos voltou para sua cidade
natal, para a velha casa da Ponte do Rio Vermelho, onde nasceu. Trabalhou como
doceira por mais de vinte anos e assumiu seu outro ofício: o de poetisa. Cora
Coralina vendia seus doces de casa em casa e recitava suas poesias.
Recebeu diversos prêmios como escritora. Em 1983
recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás.
Faleceu em 10 de abril de 1985, em Goiânia, GO.
Algumas obras: Poemas dos becos de Goiás e
estórias mais (1965); Meu livro de cordel (1976); Vintém de cobre (1983).Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura Bibliografia da Patronesse Cora Coralina - Nota: A Biblioteca Municipal leva o nome da poetisa: Biblioteca Cora Coralina.

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