FLORBELA DE ALMA DA CONCEIÇÃO ESPANCA, nasceu em Vila Viçosa - Alentejo, em 1894. Em Évora fez seus estudos secundários e escreveu seus poemas reunidos postumamente no volume Juvenília (1931). Também teve publicadas postumamente as obras: Reliquiae (1931), Charneca em Flor (2ª ed.,1931), e dois livros de contos As Máscaras do Destino e Dominó Negro ambos de 1931. Em 1919 foi para Lisboa onde publicou seu primeiro livro de poemas, o Livro de Mágoas, que não despertou interesse da crítica. Casou-se três vezes, mas não foi feliz em nenhum dos matrimônios. Viveu durante longo tempo deprimida, desiludida e doente, retirou-se do convívio social. Relacionava-se com poucos amigos. Faleceu em Matosinhos na noite de 7 para 8 de dezembro de 1930 enquanto dormia profundamente graças à ingestão excessiva de barbitúricos. Não se sabe ao certo se foi um acidente ou suicídio.
"É considerada a figura feminina mais importante da Literatura Portuguesa. Sua poesia, mais significativa que seus contos, e produto duma sensibilidade exacerbada por fortes impulsos eróticos, corresponde a um verdadeiro diário íntimo onde a autora extravasa as lutas que travam dentro de si tendências e sentimentos opostos. Trata-se de uma poesia-confissão, através da qual ganha relevo eloquente, cálido e sincero, toda a angustiante experiência sentimental duma mulher superior por seus dotes naturais, fadada a uma espécie de donjuanismo feminino. A poetisa, como a desnudar-se por dentro (...) põe-se a confessar abertamente sua íntimas comoções de mulher apaixonada."
(MASSAUD. Moisés.A literatura Portuguesa. São Paulo: Cultrix. p. 312)
Florbela Espanca: Lembrou-me da pós e da maravilhosa mestra, Telma Mafra. Saudades daquele tempo, corrido, no entanto, abundante de conhecimento.
ResponderExcluirBeijo.
Neusa Helena